A partir da década de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a conceituar o suicídio como uma questão de saúde pública, assim incentivando a criação de planos nacionais para sua prevenção.

A prevenção do suicídio não é algo simples, ela necessita de empenho de diversas áreas em conjunto que devem considerar aspectos médicos, psicológicos, familiares, socioculturais, religiosos e econômicos. Para que os planos nacionais sejam efetivos, as estratégias devem ser integradas e realizadas de forma multissetorial.

Principais itens contidos nos planos nacionais de prevenção do suicídio

  • Conscientização da população
  • Divulgação responsável pela mídia
  • Redução do acesso a meios letais
  • Programas em escolas
  • Detecção e tratamento da depressão e de outros transtornos mentais
  • Atenção a pessoas que abusam de álcool e de outras drogas psicoativas
  • Atenção a pessoas que sofrem de doenças que causam incapacidade e dor
  • Acesso a serviços de saúde mental
  • Avaliação e seguimento de casos de tentativa de suicídio
  • Apoio emocional a familiares enlutados
  • Intervenções psicossociais em crises
  • Políticas voltadas para a qualidade do trabalhado e para situações de desemprego
  • Treinamento de profissionais da saúde em prevenção ao suicídio
  • Manutenção de estatísticas atualizadas sobre suicídio
  • Monitoramento da efetividade das ações de prevenção idealizadas do plano

Estudos realizados no Brasil demonstram que os principais fatores de risco para o suicídio seriam: transtorno mental (transtornos do humor), abuso de álcool e outras drogas, família com relações conturbadas, tentativa de suicídio prévia.

Não há uma “fórmula” segura para sabermos se a pessoa está passando por  uma crise suicida, nem se tem algum tipo de tendência suicida. Porém, há certos sinais que as pessoas em sofrimento podem nos trazer, que devem chamar a atenção de seus familiares e amigos próximos, principalmente se esses se manifestarem ao mesmo tempo.

Podemos identificar sinais do tipo: “as coisas não estão bem”, comportamentos sociais alterados, a pessoa não sente mais desejo e prazer no que sentia antes, falas sobre “querer morrer”, “sentimento de não valer para nada” e “não ver mais sentido em nada” são identificadas. Qualquer sinal que a pessoa possa trazer de suicídio deve ser levado a sério, não julgue como algum tipo de manipulação ou frescura, muitas vezes isso é um pedido de socorro, indicando que a pessoa está em um grande sofrimento psíquico e precisa de ajuda. A maioria das intenções suicidas são informadas por quem pretende comete-las.

O suicídio não é um ato de covardia ou de coragem, a pessoa chegar a esse ponto, demonstra o quanto aquela dor psíquica está insuportável e muitas vezes não é possível reconhecer outras saídas para tal sofrimento.

A ideia e os sentimentos de ter a intenção de querer acabar com a própria vida podem ser insuportáveis e muitas vezes é muito difícil saber se desvincular desses sentimentos, mas existem meios que podemos obter ajuda. Busque conversar com pessoas que você confie. Peça ajuda, você pode precisar de alguém que te acompanhe e te auxilie a entrar em contato com os serviços de suporte.

Sites com informações

Texto por Psicóloga Vanessa Nava*

*Vanessa Nava é psicóloga clínica especializada em terapia cognitivo comportamental. Ela atende crianças, adolescente e adultos.